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| FOTO: Gomes Barbosa, 2017 |
A Santa Casa de Misericórdia de Goiana foi um dos primeiros exemplares de arquitetura religiosa pernambucana a ter seu valor artístico reconhecido oficialmente, sendo declarada monumento nacional em 1938, pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Goiana, aliás, possui um dos sítios históricos mais relevantes em Pernambuco, ao lado do Recife, de Olinda e de Igarassu. No Estado oram erguidas cinco casas de misericórdia, em Olinda, Itamaracá, Goiana, Igarassu e Recife, das quais, apenas permanecem as de Goiana e do Recife. Entre outras funções, esses espaços eram destinados ao atendimento de órfãos abandonados, viúvas pobres, enfermos desvalidos, peregrinos precisando de guarida e ajuda, entre outros. Devido à ausência de serviços de saúde do poder público, por muito tempo funcionou um hospital no local. O serviço de assistência hospitalar da casa era incentivada pelo imperador Dom Pedro II, que visitou a Misericórdia de Goiana em 1870. O tempo, construído em 1726, tem agora pouco mais de um ano para experimentar uma nova vitalidade. O espaço antes povoado por revolucionários e escravizados e visitados por representantes do Império e da Santa Sé.
As mãos do vigário Tenório encontram-se na Capela Mor da Igreja.
Texto publicado na Revista Algo Mais, n129 - dezembro de 2016.
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